Estudo avalia incluir Aparecida no Trem Intercidades

trem

Trem passaria pela estação da Luz, em São Paulo (Foto: Marco ASA)

(ANP/Trilhos) – O Trem Intercidades, projeto para interligar o Vale do Paraíba às principais regiões metropolitanas de São Paulo, poderá ter o traçado inicial alterado para chegar a Aparecida, maior centro de peregrinação religiosa da América Latina, com 11 milhões de visitantes por ano.

Em Aparecida na última quinta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que aguarda estudos técnicos de engenharia e a liberação das áreas de domínio da União para lançar o edital da PPP (Parceria Público-Privada).

Os primeiros estudos indicaram que o trem poderia chegar a Pindamonhangaba. Após análise posterior, ficou definido que Taubaté seria o ponto final. Agora, cogita-se ampliar o traçado para aproveitar o potencial turístico da cidade que abriga o Santuário.
“Estamos aguardando os últimos estudos técnicos de engenharia e o ‘ok’ da União para lançar o edital do trem”, disse Alckmin na quinta-feira.

“Esse modelo é uma cruz. Ele primeiro vai de norte a sul, saindo da região de Campinas e indo até Santo André, depois descendo a serra para Santos. E depois de oeste a leste: Sorocaba, São Roque, Osasco, São Paulo, Guarulhos, São José, Taubaté e pode chegar a Aparecida. É um estudo ainda em elaboração”, completou.

A primeira etapa do projeto seria o trecho de Campinas a São Paulo, com parada no aeroporto de Viracopos.

PROPOSTA/ O projeto será viabilizado por meio de uma PPP de US$ 5,4 bilhões (R$ 17 bilhões). O Estado precisa entrar com US$ 1,8 bilhão (R$ 5,7 bilhões), dinheiro que hoje não existe nos cofres públicos.
Para resolver esse impasse, a EDLP (Estação da Luz Participações), responsável pelo estudo de viabilidade, entrega neste segundo semestre uma atualização do projeto original, concluído há cinco anos.

A ideia é propor que a empresa vencedora da licitação para o Trem Intercidades também explore uma das linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Dessa maneira, o Estado não precisaria dar R$ 5,7 bilhões.

Campinas tem demanda de 68.384 passageiros ao dia. A RMVale, 48.392.

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